Jogo válido pelo Campeonato Pernambucano de 2001. O Náutico saiu na frente com gol de Marcelo Passos, mas o Santa virou o jogo no 2º tempo com os dois gols marcados por Carlinhos.

OBS:  Este foi o primeiro clássico disputado por Carlinhos, que na época ainda não tinha o apelido de "Bala" que foi dado pelo narrador Adilson Couto ainda no ano de 2001.

O atacante Carlinhos Bala, aos 21 anos, marcou os dois gols do Santa Cruz.


1º gol - Carlinhos Bala:

Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal AM de Recife.
Reportagem de Campo: Carlos Eduardo

2º gol - Carlinhos Bala:
Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal AM de Recife.
Reportagem de Campo: Carlos Eduardo



Ficha do jogo

Jogo: Santa Cruz 2x1 Náutico
Local: Arruda (Recife-PE)
Público: 33.941
Renda: Não divulgada
Juiz: Emerson Sobral
Gols: Marcelo Passos 12min do primeiro; Carlinhos 20min do segundo e 45min do segundo.
Cartões amarelos:
Carlinhos, Joãozinho e Alex Pinho (Santa Cruz); Rafael, Vital, Millar e Gilberto (Náutico).
Cartão vermelho: Não houve

Santa Cruz:
João Carlos, Estevam, Janduir, Alex Pinho e Wellington; Humberto, Marcelinho, Edson (Nílson) e Valdomiro; Joãozinho e Carlinhos.
Técnico: Ricardo Rocha.

Náutico:
Gilberto, Rafael, Sálvio, Turatto e Vital; Adaílson, Fábio, Walace e Marcelo Passos (Dorgival); Millar (Júnior, depois Claiton) e Kuki.
Técnico: Júlio Espinosa.



Jornal do Commércio:

Santa vence clássico de virada

Marcelo Passos abre o placar para o Náutico, mas o ponta Carlinhos, numa grande noite, faz dois belos gols e determina a vitória tricolor

Num jogo nervoso, que teve jogadas bastante ríspidas, o Santa Cruz conseguiu ganhar, ontem, o primeiro clássico do milênio para o Náutico por 2x1. Marcelo Passos marcou o gol dos alvirrubros, aos 12 da etapa inicial. No segundo tempo veio a virada tricolor. Carlinhos, em grande noite, marcou os dois tentos tricolores. O primeiro aos 20 e o outro aos 45 minutos.

No final do embate, ainda com os ânimos exaltados, jogadores de Santa e Náutico brigaram. O mais nervoso era o atacante alvirrubro Kuki, que parecia estar possesso. Some-se a esse fato lamentável, a má atuação do árbitro Emerson Sobral, que deixou de marcar lances capitais, inclusive um pênalti, no segundo tempo em favor do time da casa.

O jogo começou truncado tanta era a marcação no meio-de-campo. O Náutico parecia mais solto, mas tinha suas investidas bloqueadas pela defesa contrária. O gol alvirrubro surgiu de uma falha da zaga inimiga. Aos 12 minutos, Marcelo Passos bateu uma falta à meia altura da lateral esquerda dentro da área coral. O goleiro João Carlos esperou um corte da defesa, o que não aconteceu, e a bola morreu dentro das redes.
A partir daí, o Santa Cruz foi para cima do Náutico que tentava, sem sucesso, algumas estocadas no contra-ataque.

Pressionando muito, aos 26, o atacante tricolor Carlinhos ganhou a linha de fundo e cruzou para a área. Joãozinho chutou por cima da meta de Gilberto. Dois minutos depois, o mesmo Carlinhos chutou de fora da área, com a bola raspando o travessão. A resposta do Náutico veio com Marcelo Passos, aos 42. O meia cobrou um escanteio fechado e quase fez um gol olímpico.

No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto, com os times se revesando no ataque. O Santa, porém, chegava com perigo à meta de Gilberto. E o gol de empate veio de uma jogada ensaiada. Aos 20, Humberto cobrou rasteiro uma falta nos pés de Carlinhos do lado direito da área. O atacante só teve o trabalho de virar e chutar forte, no ângulo: 1x1. Já aos 45 minutos, Carlinhos recebeu uma lançamento de Nílson e correu em direção à área. Livre e em velocidade, a estrela da noite deu um leve toque, tirando a bola do alcance de Gilberto. Estava consagrado. Com a vitória, o Santa Cruz subiu para oito pontos é está em terceiro na tabela, com um jogo a menos do que o líder Sport. Com a derrota, o Náutico continua com seis pontos na classificação do Campeonato Estadual.

Jogadores brigam e um ‘arrastão’ ataca torcedores

Depois do apito final do árbitro Emerson Sobral, o que era para ser a comemoração tricolor pela boa vitória, virou uma confusão que teve como protagonistas os atacantes Joãozinho e Kuki.

Segundo o lateral, Rafael tudo começou com a provocação do tricolor Valdomiro para a torcida do Náutico. “Ele faltou com respeito à nossa torcida e ainda me deu um tapa”, disse o lateral. Kuki, então, começou a discutir com Valdomiro e acabou tendo um balde arremessado em sua direção. Foi quando partiu para cima de Joãozinho. A briga se generalizou. Kuki, no final, não quis dar entrevistas. “Ele tem que falar menos e jogar mais”, alfinetava Valdomiro.

O treinador Júlio Espinosa disse que vai conversar com Kuki sobre o seu temperamento explosivo, no decorrer das partidas.”

Com os dois gols da virada tricolor, Carlinhos era só alegria no vestiário. “Superamos todas as dificuldades e demos a volta por cima em um clássico muito difícil.”

ARRASTÃO – Enquanto os jogadores brigavam, a torcida sofria com um arrastão na saída do estádio. Cerca de 50 adolescentes intimidaram torcedores, tomando carteiras, camisas e relógios.

CASO SANGALETTI – Impedido de atuar no clássico, o volante Sangaletti vai ter de aguardar até a próxima quinta-feira a definição de seu futuro profissional quando acontece reunião do Pleno do Tribunal Regional do Trabalho. Ontem, o juiz classista Daivdson Tolentino não acatou o agravo regimental impetrado por Fernando Coelho, advogado do atleta, e manteve sua decisão em devolver o passe do jogador ao Sport. 
Lembranças do jogo:

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