O Brasiliense era a equipe com a melhor campanha como visitante, mas não resistiu a força do Mundão do Arruda! O Santa Cruz se classificou para o mata-mata como líder do grupo A.

 O zagueiro Renan Oliveira marcou, de cabeça,  o 1º gol da partida

O estreante lateral direito Oziel marcou o 2º gol da partida



 Capa do Jornal do Commércio

 Capa do caderno de esportes do Jornal do Commércio



Jogo Completo - Transmissão ao vivo da TV EBC
Narração: Ricardo Mazella, reportagens: Edilson Campos e comentários: Jorge Ramos



Globo Esporte Pernambuco



Programa TV Replay



Narração: Roberto Queiroz - Rádio Jornal AM de Recife / JC News FM
Repórter de Campo: Wellington Araújo e José Silvério
Comentários: Maciel Júnior
Plantão: Mané Queiroz


Narração: Hermes de Souza - Rádio Olinda AM de Pernambuco
Repórter de Campo: Bruno Reis
Comentários: Aderval Barros
Plantão: Iranildo Silva


Narração: Ruy Fernando - Rádio Nacional AM de Brasília
Repórter de Campo: Maurício Costa


Narração: Bartolomeu Fernando - Rádio Clube AM de Pernambuco
Repórter de Campo: Luis Felipe
Comentarista: José Gustavo e Roberto Nascimento
Plantão: Bruno Filho





Ficha do jogo

Jogo: Santa Cruz 2x0 Brasiliense
Competição: Campeonato Brasileiro Série C (1ª fase - 17ª Rodada)
Estádio: Arruda
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira (SP) e Marco Antônio de Mello Moreira (GO)
Gols: Renan Fonseca (aos 16 minutos do 1T) e Oziel (aos 47 minutos do 2T)
Cartões amarelos: Gleidson, Júlio Bastos, Laércio, Peninha (B) e Everton Sena (SC)
Cartões vermelhos: Siloé (SC) e Jorge Henrique (B)
Público: 38.780 (pagantes)
Renda: R$ 531.241,00

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa (Panda); Ramirez (Dedé), Luciano Sorriso, Everton Heleno e Natan (Renatinho); Flávio Caça-Rato e Siloé.
Técnico: Vica

Brasiliense
Welder; Bocão, Eli Sabiá, Luan e Jorge Henrique; Baiano, Júlio Bastos, Everton (Luquinhas), Gleidson (Peninha); Jefferson Maranhão (Laércio) e Washington.
Técnico: Roberto Fonseca



Matéria especial da rádio CBN sobre o Santa Cruz e a sua torcida, quando então disputava a última divisão do campeonato brasileiro e batia todos os recordes de público!

O zagueiro Valença (D), teve a difícil missão de marcar o atacante argentino Carlito Tévez de 22 anos, o melhor jogador do campeonato brasileiro 2005, vencido pelo Corinthians.

O volante Mascherano e o atacante Tévez, ambos argentinos, eram as estrelas do time Corinthiano.


O zagueiro Márcio Alemão marcou o gol da vitória tricolor


Assista ao gol do zagueiro Márcio Alemão


Narração: Adílson Couto - Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: Pedro Silva



Santa Cruz vence e agrava crise no Corinthians
Timão perde pela décima vez no Brasileiro e segue na lanterna da competição
RECIFE - Em mais uma péssima apresentação, o Corinthians voltou a ser derrotado no Campeonato Brasileiro. O time perdeu para o Santa Cruz por 1 a 0 no estádio do Arruda e, além de completar oito partidas sem vitória, permanece na lanterna do Brasileirão, com apenas 10 pontos ganhos. Já o Santa Cruz, que vence a quarta partida seguida, chega aos 15 pontos ganhos e deixa a zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, no dia 5 de agosto, o Corinthians recebe o Atlético-PR no Pacaembu, às 18h10m. No dia seguinte, o Santa Cruz enfrenta o Cruzeiro no Mineirão, também às 18h10m.

O primeiro tempo começou com muitos erros de passe, principalmente do Corinthians, que mostrava nervosismo e ansiedade em concluir as jogadas. O Santa Cruz, apoiado pela torcida que lotava o Arruda, tomava a iniciativa das jogadas e pressionava os paulistas, aproveitando principalmente os espaços deixados por Gustavo Nery pela esquerda.

O primeiro chute a gol do Timão foi dado por Tevez, aos 17 minutos de jogo. Dois minutos depois o argentino tabelou com Rafael Moura e foi travado na hora do chute pelo zagueiro Adriano, que reclamou que o corintiano teria entrado de sola na jogada.

Aos 24 minutos, após boa jogada de Osmar pela direita, Junior Maranhão recebeu na área e chutou prensado com Betão, na primeira boa chance de gol do Santa Cruz. Aos 33 minutos, nova chance do Santa Cruz. Cássio cobrou falta de longe e Silvio Luiz fez uma bela defesa, mandando a bola a córner. Aos 35 minutos, após cobrança de escanteio pela direita, Silvio Luiz saiu mal do gol e Nenê cabeceou a bola por sobre o gol do Timão.

Após muitas jogadas erradas e pouca criatividade, uma cobrança de falta de André Leone, aos 41 minutos do segundo tempo, foi o último lance de perigo antes do fim do primeiro tempo.

No segundo tempo, os dois times voltaram a campo com mais velocidade, e algumas oportunidades de gol foram criadas de ambos os lados. Aos 14 minutos, em grande jogada de Ricardinho pela direita, a bola foi passada para Tevez, que serviu Rafael Moura na entrada da pequena área. O atacante chutou e o goleiro Guto fez uma grande defesa, impedindo o gol do Corinthians.

A resposta do Santa Cruz veio aos 18 minutos, quando Márcio Mexirica ganhou na corrida de Gustavo Nery e cruzou para Édson Di, que chutou longe do gol de Silvio Luiz. Aos 22 minutos, após falta cobrada por Cássio da direita, Márcio Alemão ganhou de André Leone pelo alto e, aproveitando a falha na saída do gol de Silvio Luiz, cabeceou para abrir o placar. Santa Cruz 1 a 0.

Com o gol, o Santa Cruz recuou e passou a esperar o Corinthians em seu campo. O Timão, com mais espaço, poderia ter criado chances de gol, mas o nervosismo dos jogadores fazia com que eles se precipitassem e chutassem de fora da área a todo instante, desperdiçando jogadas que poderiam ser perigosas se a bola fosse melhor trabalhada. Para piorar, o árbitro não deu um pênalti a favor do Corinthians, cometido por Junior Maranhão aos 22 minutos do segundo tempo.

Mesmo com maior posse de bola no ataque após o gol do Santa, o Timão não teve a tranquilidade para criar jogadas de gol e buscar o empate. Ao fim da partida, os jogadores do time paulista mostraram-se abatidos e desanimados com a crise que assola o clube.


30/07/2006 - 18h09
Corinthians perde para o Santa Cruz e completa oito jogos sem vencer

Folha Online


O Santa Cruz afundou ainda mais o Corinthians na crise. A derrota por 1 a 0 do time paulista, neste domingo, em Recife, representa o oitavo jogo seguido sem vitória e a permanência na lanterna do Nacional-06.

O 10º resultado negativo do clube no Nacional pode significar o fim da era Geninho no comando da equipe paulista. Desde sua chegada ao clube, acumula sete derrotas --Inter, Santos, Goiás, Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras, além da deste domingo-- e um empate --Fortaleza. Venceu apenas uma vez. Em sua estréia contra o Vasco.

Na semana passada, após o empate contra o Fortaleza, em casa, Geninho, já havia deixado claro que uma nova derrota poderia significar o fim do seu ciclo como treinador corintiano. Especulou-se que Renato Gaúcho, atual treinador do Vasco, seria seu substituto.

A situação deve ficar insustentável até mesmo para os atletas. Após 14 jogos, o time paulista soma apenas 10 pontos, ocupando a última colocação. O Santa Cruz, entretanto, continua em fase de recuperação. É a quarta vitória consecutiva. Agora, o time pernambucano está com 15 pontos.

Possivelmente com um novo treinador, o Corinthians volta a jogar pelo Brasileiro no próximo sábado, contra o Atlético-PR, em São Paulo. Um dia depois, o elenco pernambucano enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão.

O jogo

Como na maioria das últimas partidas, o Corinthians não conseguiu criar. Responsáveis pela articulação das jogadas, Rosinei e Ricardinho estavam bem marcados e pouco produziram.

Com isso, a defesa tentava fazer ligação direta com o ataque. A estratégia não deu certo. A dificuldade era tão grande que o time do Parque São Jorge deu seu primeiro chute somente aos 17min, com Tevez.

O Santa Cruz, por outro lado, tinha mais tempo de posse de bola. Porém, se mostrou desorganizado e quase não levou perigo ao gol de Silvio Luiz. Chance real apenas uma. Aos 34min, Cássio cobrou falta no ângulo esquerdo e o goleiro corintiano espalmou para escanteio.

Ao contrário da etapa inicial, o Corinthians decidiu atacar. Adiantou sua marcação, o que dificultou a saída de bola da equipe pernambucana. Foi assim que Ricardinho driblou dois defensores e tocou para Tevez, aos 15min. O argentino rolou para Rafael Moura, que, livre, chutou em cima do goleiro Guto e desperdiçou a melhor oportunidade corintiana.

O erro de finalização custou caro ao time de Parque São Jorge. Aos 24min, Márcio Alemão aproveitou falha de Silvio Luiz e abriu o placar para os pernambucanos. O gol mexeu com os corintianos.

A partir daí, não conseguiam mais acertar passes. O nervosismo e a apreensão estavam explícitos no rosto de cada jogador. Desorganizado, até tentou pressionar, porém não conseguiu criar uma chance sequer para evitar a 10ª derrota no Campeonato Brasileiro.



Ficha do Jogo:

Jogo: SANTA CRUZ 1 X 0 CORINTHIANS
Competição: Campeonato Brasileiro Série A / 14ª rodada
Local: Estádio do Arruda, em Recife (PE)
Data: 30/07/2006
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG), auxiliado por Marco Antônio Gomes (MG) e Márcio Eustáquio Santiago (MG).
Gol: Márcio Alemão, aos 22 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rafael Moura (C), Wilson Surubim (S), André Leone (C), Mascherano (C), Gustavo Nery (C), Osmar (S), Guto (S) e Édson Di (S).

SANTA CRUZ
Guto, Márcio Alemão, Valença e Adriano (Wilson Surubim); Osmar, Augusto Recife, Junior Maranhão, Washington (Édson Di) e Cássio; Márcio Mexirica (Zada) e Nenê.
Técnico: Maurício Simões

CORINTHIANS
Silvio Luiz, Edson, Betão, André Leone e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Mascherano, Rosinei (Eduardo Ratinho) e Ricardinho (Renato); Tevez e Rafael Moura (Ramon).
Técnico: Geninho
Jogo válido pela 2ª rodada da 2ª fase do Campeonato Brasileiro da série B de 2005.


Jogando em casa o Tricolor do Arruda atropelava mais um.


Os goleadores do jogo: Carlinhos Bala, Paulinho e Rosembrick

Os gols da partida


1º gol Carlinhos Bala - Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal
Reportagem de Campo: José Silvério e Pedro Silva


2º gol Paulinho - Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal
Reportagem de Campo: José Silvério e Pedro Silva


3º gol Rosembrick - Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal
Reportagem de Campo: José Silvério e Pedro Silva



Resenha do Jogo:
Jornal do Commércio

A torcida coral, responsável por ter colocado o maior público em jogos da Série B (40.169 pessoas), até o momento, dormiu encantada, ontem. O Santa Cruz fez um jogo objetivo, no Arruda, e massacrou, por 3x0, o Santo André-SP, dando um passo enorme para se classificar às finais da competição. Com os gols de Carlinhos Bala, Paulinho – o primeiro dele no certame – e Rosembrik, o clube somou seis pontos, e lidera o Grupo A, ao lado do Grêmio-RS, que perde no saldo de gols (5x3). Avaí-SC e Santo André ainda não marcaram pontos e estão na lanterna da chave.

Os tricolores voltam a atuar na Série B do Nacional, na próxima sexta-feira, no estádio Olímpico, contra o Grêmio. 

Em apenas dois momentos da etapa inicial, o Santa Cruz fez lembrar o time rápido e temido da Série B. No primeiro, aos 23 minutos, Paulinho acionou Carlinhos Bala. Ele penetrou na área e, com calma, tocou na saída do goleiro Júlio César: 1x0. No outro lance, Leonardo achou Carlinhos na direita, que chutou forte. Dessa vez, Júlio César espalmou.

Antes e depois desses lances, o Santa aceitou a marcação do time paulista. Não colocava velocidade nas jogadas, principalmente pela lentidão de Rosembrik, Leonardo e Carlinhos Bala. O Santo André fazia uma partida morna, mas era perigoso. Não fosse uma defesa monumental de Cléber, aos 45, depois de um chute de Rodrigão, a etapa terminaria empatada.

Na volta do intervalo, Carlinhos Bala resolveu mudar a história do jogo. Com velocidade, ele enlouqueceu a defesa adversária. Os laterais Osmar e Peris se soltaram mais. Logo aos 35 segundos, Carlinhos tirou três jogadores do lance, tocou para Rosembrik e recebeu de volta. Ele encontrou Paulinho na área, que fez 2x0. 

Aos 28, Cléber tirou mais uma bola incrível, após a cabeçada de Sandro Gaúcho. Quatro minutos depois, Rosembrik fez uma jogada de gênio. Partiu do meio-de-campo, driblou quem viu pela frente, entrou na área, e arrematou com o pé direito, que não é o dele: 3x0.


FICHA DO JOGO

Santa Cruz
Cléber, Osmar, Carlinhos Paulista, Valença e Peris, Neto, Andrade, Leonardo (Júnior Maranhão) e Rosembrik (Lecheva), Carlinhos Bala e Paulinho (Roberval).
Técnico: Givanildo Oliveira.

Santo André/SP
Júlio César, Max Sandro, Ronaldo e Dedimar, Da Guia, Ramalho, Marquinhos (Marco Antônio), Rafa e Alexandre (André Luiz), Rodrigão e Macanaki (Sandro Gaúcho).
Técnico: Sérgio Soares.

Local: Arruda.  
Árbitro: Wágner Rosa (RJ). 
Assistentes: José Paranhos (RJ) e Marcos Nunes (RJ).  
Gols: Carlinhos Bala, aos 23 minutos, do 1º tempo. Paulinho, aos 35 segundos, e Rosembrik, aos 32 minutos, do 2º.  
Cartões amarelos: Valença (3º) (SC), Júlio César, Max Sandro, Ramalho e Marquinhos (SA). 
Renda: R$ 252.912,00. Público: 40.169.
Este jogo foi válido pela 3ª rodada da Copa do Nordeste de 2001.
O Santa Cruz era comandado pelo ex-zagueiro Ricardo Rocha, tendo como auxiliar técnico o ex-meia Zé do Carmo.

OBS: Neste jogo o goleiro João Carlos do Santa Cruz defendeu um pênalti cobrado pelo jogador Brener.

O público do jogo foi de 5.622 pessoas. 

O único gol da partida foi marcado pelo zagueiro Alex Pinho:

Zagueiro Alex Pinho Campeão da Taça Libertadores pelo Vasco em 1998.


Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal AM de Recife.
Reportagem de Campo: Hélio Macedo


 Narração: André Luiz Cabral - Rádio Clube AM de Pernambuco
Reportagem de Campo: Wellington Araújo



Jornal do Commércio:

Alex Pinho dá vitória ao Santa
Zagueiro pega rebote do goleiro e marca único gol da partida contra o Treze. O resultado reabilita os tricolores no Campeonato do Nordeste

O Santa Cruz obteve, ontem, sua segunda vitória pelo Campeonato do Nordeste. A vítima foi o Treze de Campina Grande, que caiu dentro do Arruda, pelo placar de 1x0. O gol foi marcado pelo zagueiro Alex Pinho, aos 36 minutos da primeira etapa. O Treze ainda teve a oportunidade de empatar a partida, mas o atacante Brenner perdeu um pênalti, aos quatro minutos do segundo tempo. Agora, o time pernambucano tem seis pontos e ocupa a vice-liderança do Nordestão.

Nos primeiros dez minutos o Santa Cruz foi arrasador. Já aos quatro, Sérgio Alves cabeceou na trave uma bola cruzada da direita pelo zagueiro Humberto. Um minuto depois foi a vez de Paulo César testar o goleiro do Treze, Isaías. O ala cobrou uma bela falta e a bola, caprichosamente, bateu na rede pelo lado de fora.

Aos oito minutos foi a vez de Arley assustar a meta paraibana. O lateral chutou forte do meio da rua, depois de uma tabela no meio do campo com Valdomiro. A partir daí, o Treze apertou na marcação e o atacante Bia quase marca, aos 23, depois de ser servido pelo ex-atleta do Santa Paulinho Andrade.

Impaciente com os erros do meia Igor, o técnico Ricardo Rocha tirou o jogador e promoveu a entrada do veloz atacante Carlinhos. A mudança surtiu efeito e aos 36 minutos surgiu o gol dos tricolores. Paulo César bateu uma falta fechada da esquerda e, no rebote do goleiro Isaías, o zagueiro Alex Pinho tocou a bola para as redes.

PÊNALTI – Nos últimos 45 minutos, o que se viu foi um jogo parelho. No entanto, logo aos seis minutos, Wellington, que acabara de entrar no lugar de Arley, cometeu pênalti sobre o atacante Bia, ex-Náutico. Brenner se apresentou e bateu no meio do gol, para a defesa de João Carlos e delírio da torcida tricolor.

A nove minutos do final, Marcelinho enfiou da meia uma bola para Carlinhos que chutou forte, acertando a trave. Depois disso, o jogo esfriou e o Santa segurou a vitória de 1x0.

Na preliminar de ontem, válida pelo Campeonato Pernambucano de Juniores, o Santa ganhou da AGA por 11x0.

CAMPANHA TRICOLOR – Num coquetel a ser realizado hoje, às 15h, no Auditório do anfiteatro Aristófanes de Andrade, no Arruda, o presidente do clube, José Mendonça, lançará a campanha Tricolor dá Sorte. Na ocasião, serão apresentadas as peças publicitárias e os critérios de participação da torcida, que será conclamada a colaborar com o Santa Cruz. “Um clube tricolor não pode viver só no vermelho”, é uma das chamadas da campanha.

Anúncio à parte, o atacante Nino Baiano, que estava no Arruda indicado pelo técnico Carlos Alberto Silva, foi dispensado ontem.
Jogo válido pelo Campeonato Pernambucano de 2001. O Náutico saiu na frente com gol de Marcelo Passos, mas o Santa virou o jogo no 2º tempo com os dois gols marcados por Carlinhos.

OBS:  Este foi o primeiro clássico disputado por Carlinhos, que na época ainda não tinha o apelido de "Bala" que foi dado pelo narrador Adilson Couto ainda no ano de 2001.

O atacante Carlinhos Bala, aos 21 anos, marcou os dois gols do Santa Cruz.


1º gol - Carlinhos Bala:

Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal AM de Recife.
Reportagem de Campo: Carlos Eduardo

2º gol - Carlinhos Bala:
Narração: Adílson Couto / Rádio Jornal AM de Recife.
Reportagem de Campo: Carlos Eduardo



Ficha do jogo

Jogo: Santa Cruz 2x1 Náutico
Local: Arruda (Recife-PE)
Público: 33.941
Renda: Não divulgada
Juiz: Emerson Sobral
Gols: Marcelo Passos 12min do primeiro; Carlinhos 20min do segundo e 45min do segundo.
Cartões amarelos:
Carlinhos, Joãozinho e Alex Pinho (Santa Cruz); Rafael, Vital, Millar e Gilberto (Náutico).
Cartão vermelho: Não houve

Santa Cruz:
João Carlos, Estevam, Janduir, Alex Pinho e Wellington; Humberto, Marcelinho, Edson (Nílson) e Valdomiro; Joãozinho e Carlinhos.
Técnico: Ricardo Rocha.

Náutico:
Gilberto, Rafael, Sálvio, Turatto e Vital; Adaílson, Fábio, Walace e Marcelo Passos (Dorgival); Millar (Júnior, depois Claiton) e Kuki.
Técnico: Júlio Espinosa.



Jornal do Commércio:

Santa vence clássico de virada

Marcelo Passos abre o placar para o Náutico, mas o ponta Carlinhos, numa grande noite, faz dois belos gols e determina a vitória tricolor

Num jogo nervoso, que teve jogadas bastante ríspidas, o Santa Cruz conseguiu ganhar, ontem, o primeiro clássico do milênio para o Náutico por 2x1. Marcelo Passos marcou o gol dos alvirrubros, aos 12 da etapa inicial. No segundo tempo veio a virada tricolor. Carlinhos, em grande noite, marcou os dois tentos tricolores. O primeiro aos 20 e o outro aos 45 minutos.

No final do embate, ainda com os ânimos exaltados, jogadores de Santa e Náutico brigaram. O mais nervoso era o atacante alvirrubro Kuki, que parecia estar possesso. Some-se a esse fato lamentável, a má atuação do árbitro Emerson Sobral, que deixou de marcar lances capitais, inclusive um pênalti, no segundo tempo em favor do time da casa.

O jogo começou truncado tanta era a marcação no meio-de-campo. O Náutico parecia mais solto, mas tinha suas investidas bloqueadas pela defesa contrária. O gol alvirrubro surgiu de uma falha da zaga inimiga. Aos 12 minutos, Marcelo Passos bateu uma falta à meia altura da lateral esquerda dentro da área coral. O goleiro João Carlos esperou um corte da defesa, o que não aconteceu, e a bola morreu dentro das redes.
A partir daí, o Santa Cruz foi para cima do Náutico que tentava, sem sucesso, algumas estocadas no contra-ataque.

Pressionando muito, aos 26, o atacante tricolor Carlinhos ganhou a linha de fundo e cruzou para a área. Joãozinho chutou por cima da meta de Gilberto. Dois minutos depois, o mesmo Carlinhos chutou de fora da área, com a bola raspando o travessão. A resposta do Náutico veio com Marcelo Passos, aos 42. O meia cobrou um escanteio fechado e quase fez um gol olímpico.

No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto, com os times se revesando no ataque. O Santa, porém, chegava com perigo à meta de Gilberto. E o gol de empate veio de uma jogada ensaiada. Aos 20, Humberto cobrou rasteiro uma falta nos pés de Carlinhos do lado direito da área. O atacante só teve o trabalho de virar e chutar forte, no ângulo: 1x1. Já aos 45 minutos, Carlinhos recebeu uma lançamento de Nílson e correu em direção à área. Livre e em velocidade, a estrela da noite deu um leve toque, tirando a bola do alcance de Gilberto. Estava consagrado. Com a vitória, o Santa Cruz subiu para oito pontos é está em terceiro na tabela, com um jogo a menos do que o líder Sport. Com a derrota, o Náutico continua com seis pontos na classificação do Campeonato Estadual.

Jogadores brigam e um ‘arrastão’ ataca torcedores

Depois do apito final do árbitro Emerson Sobral, o que era para ser a comemoração tricolor pela boa vitória, virou uma confusão que teve como protagonistas os atacantes Joãozinho e Kuki.

Segundo o lateral, Rafael tudo começou com a provocação do tricolor Valdomiro para a torcida do Náutico. “Ele faltou com respeito à nossa torcida e ainda me deu um tapa”, disse o lateral. Kuki, então, começou a discutir com Valdomiro e acabou tendo um balde arremessado em sua direção. Foi quando partiu para cima de Joãozinho. A briga se generalizou. Kuki, no final, não quis dar entrevistas. “Ele tem que falar menos e jogar mais”, alfinetava Valdomiro.

O treinador Júlio Espinosa disse que vai conversar com Kuki sobre o seu temperamento explosivo, no decorrer das partidas.”

Com os dois gols da virada tricolor, Carlinhos era só alegria no vestiário. “Superamos todas as dificuldades e demos a volta por cima em um clássico muito difícil.”

ARRASTÃO – Enquanto os jogadores brigavam, a torcida sofria com um arrastão na saída do estádio. Cerca de 50 adolescentes intimidaram torcedores, tomando carteiras, camisas e relógios.

CASO SANGALETTI – Impedido de atuar no clássico, o volante Sangaletti vai ter de aguardar até a próxima quinta-feira a definição de seu futuro profissional quando acontece reunião do Pleno do Tribunal Regional do Trabalho. Ontem, o juiz classista Daivdson Tolentino não acatou o agravo regimental impetrado por Fernando Coelho, advogado do atleta, e manteve sua decisão em devolver o passe do jogador ao Sport. 
O Sport já era o campeão do turno e defendia uma invencibilidade de quatro anos frente ao Santa Cruz. Charge: Jornal do Commércio.



Ouça o primeiro gol do clássico, marcado pelo atacante Valério do Santa Cruz:


Narração: Adilson Couto - Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: Hélio Macedo


Narração: Roberto Queiroz - Rádio Clube AM de Pernambuco



Jornal do Commércio:

Os dois saíram ganhando

por WLADMIR PAULINO, JOÃO THIAGO e PAULO AUGUSTO
Quando o juiz Valdomiro Matias encerrou o jogo Sport 1x1 Santa Cruz, nenhum dos 15.884 pagantes resistiu à vontade de vaiar. Tudo bem que o jogo era só para cumprir tabela, mas rubro-negros – com a conquista do primeiro turno já assegurada – e tricolores não precisavam proporcionar um jogo tão lento e burocrático, demonstrando que o único objetivo era não perder. Deu certo. Com o empate, o Santa mantém o status de único invicto do Campeonato Pernambucano e o Leão permanece invicto diante dos corais na Ilha do Retiro, tabu que já vai para quatro anos.

No começo, uma falsa impressão de que os torcedores de coração mais fraco iriam sofrer. O Santa tentava atacar, e o Sport, bem-colocado, bloqueava todas as ações. Ainda assim, foi o time do Arruda que chutou a gol primeiro. O lateral Leguelé arriscou de longe e a bola também foi para longe do gol. Quatro minutos depois, Jaques respondeu com uma cabeçada, que levantou a torcida.

Aos 11 minutos, os leoninos Érlon e Sandro Blum sincronizaram a jogada perfeitamente, só que no erro. Primeiro foi o dublê de lateral-esquerdo. Ele achou que a bola lançada ia para fora e parou. Leguelé achou que dava para chegar, e chegou. No cruzamento para a área, Sandro Blum inventou de recuar quando a bola era toda de Albérico. A bola bateu na trave e na volta, Valério mandou para as redes. Santa 1x0.

O gol não abalou o Sport, que manteve o mesmo ritmo e quase empata aos 14 minutos. Nildo recebeu de Sangaletti e repassou a Jaques. O gaúcho entrou de barriga, mas João Carlos estava bem posicionado e calou o grito de gol rubro-negro. Só que o empate saiu aos 21, curiosamente, a partir de uma pisada na bola de Adriano dentro da área. Só que Nildo estava esperto e conseguiu chutar. No rebote do goleiro coral, Jaques decretou o 1x1. Na comemoração, o atacante simulou ‘tiros’ com os dedos para a torcida do Santa.

A partir daí o ritmo do jogo só fez cair. E na etapa final piorou mais ainda, com os dois técnicos ‘amarrando’ os times. As únicas reações da torcida foram numa bomba disparada por Marcílio na trave e o conhecido coro de “Burro! Burro!” para o técnico Celso Roth na troca de Nildo por Reinaldo.


Dois atacantes acertam o pé e garantem espetáculo
Dois atacantes que estão longe de se tornar ídolos de sua respectiva torcida salvaram o Clássico das Multidões. Do lado tricolor, Valério, que pela primeira vez jogou uma partida inteira no Campeonato Pernambucano, aproveitou uma bobeira da defensiva rubro-negra e abriu o marcador. Pelos leoninos, até que enfim, Jaques incorporou o espírito de um matador e decretou a igualdade no marcador.

O gaúcho Rafael Jaques argumentou que o Sport jogou pelo resultado, pois tinha o primeiro turno na mão. Além disso, ressaltou que as cobranças para que seja goleador podem continuar, pois tem trabalhado para ajudar o time.

“Como falei anteriormente, posso até fazer poucos gols, mas são decisivos em determinados momentos, assim como nesta partida”, enfatizou. Refletindo sobre os erros e acertos em pouco mais de dois meses na Ilha do Retiro, deixa a cargo do técnico as orientações sobre como deve atuar.

“O que importa é o meu trabalho aqui. Dou tudo pelo Sport. Ajudo na marcação, nas assistências e infernizo a vida das zagas adversárias. Isso termina culminando em gols, independentemente de quem venha a tocar na bola, antes dela entrar”.

Nas vestiárias do Santa Cruz, Valério procurava dividir com os companheiros de equipe os louros pelo empate. Afinal, manteve-se a invencibilidade coral neste campeonato. No tento que finalizou, deu importância ao fato de estar no lugar certo e, em instante oportuno.

“A vida do atacante é golear. Tenho de estar na área e aproveitar as situações de gol. Se não construímos, me garanti na bobeira deles”. Para o baixinho da linha de frente do Santa, agora, é o momento de se firmar como titular.
O Santa Cruz, comandado pelo técnico Givanildo Oliveira, conquistava a 13ª vitória consecutiva e se aproximava ainda mais da conquista do Campeonato Pernambucano de 2005.

O atacante Paulinho estava há nove jogos (um mês e 24 dias) sem marcar gols.



Ouça os dois gols de Paulinho marcados aos 10 e 28 minutos do 2º tempo:

Narração: Alexandre Costa da Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: Eduardo Peixoto
Jogo válido pela 6ª rodada da 1ª fase do 1º turno do Campeonato Pernambucano de 2000.


Ouça o primeiro gol do jogo marcado pelo atacante Betinho:

Narração: Ednaldo Santos - Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: José Silvério
Comentários: Aderval Barros


Santa Cruz, pouco futebol e decepção

O Santa Cruz complicou a sua situação no primeiro turno ao empatar em 2x2 com o Ferroviário, ontem à tarde, no Arruda. Com o resultado o time do técnico Nereu Pinheiro permanece na terceira colocação com dez pontos, um a menos do que o Náutico e dois em relação ao Sport.

Os tricolores reclamaram um pênalti não marcado pelo árbitro Marcelino Tavares, quando Valério cabeceou e a bola bateu no braço do lateral Elias, ao 42 minutos do segundo tempo.

Na verdade, o Santa Cruz não fez uma grande partida, mas teve chances de vencer sem dificuldade. No primeiro tempo, Fabian perdeu duas oportunidades e Betinho acertou o travessão do goleiro Higuita. Betinho, no entanto, fez 1x0 ao escorar de cabeça um cruzamento de Marcelinho, aos 40 minutos.

No segundo tempo, o Ferroviário voltou melhor. Após o meia Batata perder uma grande chance, o time de Serra Talhada chegou ao empate com Enílson aos 8 minutos.

Aos 22, o meia Brito virou para 2x1, acertando uma cabeçada depois de uma bela jogada de Petróleo. O Santa Cruz foi salvo de uma derrota aos 31 num gol de Valério após bela jogada de Marcelinho.

Ficha do Jogo:

Santa Cruz: 
Nílson; Arley, Janduir, Eleomar e Thiago; Marcílio, Batata (Michel), Marcelinho e Márcio Allan; Fabian (Valério) e Betinho (Carlinhos).
Técnico: Nereu Pinheiro.

Ferroviário/ST: 
Higuita; Alexandre (Henrique), Marcos, Gomes e Elias; Russo, Fábio (Leonardo), Marquinhos Olinda (Marcelo), Brito; Petróleo e Enílson.
Técnico: Paulo Moura.

Árbitro: Marcelino Tavares.
Assistentes: Cid Bezerra e Elan Vieira.
Renda: R$ 2.582,00.
Público: 7.783 (incluindo ingresso pago e solidário).
Preliminar: Santa Cruz 3x2 Ferroviário.
Na estreia do Campeonato Pernambucano de 2000, o Santa Cruz vencia o Central jogando nos Aflitos por 2x0.

Ouça o 2º gol marcado por Betinho:

Rádio Clube AM de Pernambuco
Narração: Roberto Queiroz
Repórter de Campo: Wellington Araújo

Jornal do Commércio:

por JOÃO THIAGO

Pelo menos na estréia do Estadual, o Santa Cruz tranqüilizou sua torcida. Nos Aflitos, ontem, derrotou o Central por 2x0 e ficou na liderança do campeonato, ao lado dos arqui-rivais Sport e Náutico.

Os titulares tricolores apresentaram um nível técnico superior ao que a equipe havia mostrado na Copa do Nordeste. Mesmo assim, a maior movimentação dos atletas não se refletia em objetividade na criação de jogadas. O resultado agradou mais pelo placar do que por um futebol de qualidade.

Do lado caruaruense, os jogadores mostravam em campo a filosofia de seu treinador. Zé do Carmo armou uma boa marcação causando dificuldades aos corais nas jogadas no meio-de-campo. Algumas vezes, os alvinegros até abusaram das faltas para conter o ataque do Santa.

Com a bola rolando, passaram-se dez minutos com os dois times se estudando até que uma jogada de ataque fosse criada.

Aproveitando uma lambança na defesa centralina, Sérgio Alves cabeceou, mas o goleiro Luciano fez defesa. Só aos 22, a torcida se levantou novamente. Wellington Thomás mandou uma bomba, da intermediária, sem o destino do gol.

Nove minutos depois, veio o primeiro gol. Após Marcelinho lançar, quase do meio-de-campo, Arley chutou rasteiro no canto direito. Santa Cruz 1x0.

O Central respondeu logo em seguida. Aos 33, Igor Reis chutou forte, mas Nílson defendeu com segurança.

O segundo tempo começou com as equipes procurando mais o gol. Em um contra-ataque, aos 7 minutos, Sérgio Alves recebeu passe de Betinho e, de bicicleta, mandou na trave. A torcida delirava e sentia o segundo gol amadurecer com o entrosamento da linha de frente tricolor.

Aos 14, Betinho acertou um violento chute da entrada da área, no ângulo: Santa Cruz 2x0. Daí até o fim houve o Central buscou fazer seu ponto de honra, enquanto os tricolores tentavam ampliar o placar.

Infiltrado na defesa coral, Igor Reis quase marcou, aos 36, mas a trave salvou o Santa.

TRAPALHADA – A partida entre os juniores de Santa e Central deveria ser realizada ontem, no Arruda, mas o campo estava sem marcações já que o gramado passa por reformas. O árbitro chegou ao Estádio e não permitiu a realização do jogo, que foi remarcado para amanhã, no Estádio Luís Lacerda, em Caruaru.

O campo do Santa Cruz será liberado no dia 17 deste mês, quando o time profissional fará partida comemorativa de reinauguração. O adversário será o Goiás ou o Vasco.
Pela 3ª rodada da 2ª fase do 1º turno do Campeonato Pernambucano de 2000, o Santa Cruz venceu o Porto de Caruaru por 3x1, no Arruda, para um público de 23 mil pessoas.


O atacante Sérgio Alves marcou o 1º gol da partida. 



1º gol - Sérgio Alves de pênalti 29' do 1º tempo
Narração: Aroldo Costa - Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: Hélio Macedo


2º gol - Fabian 29 do 2º tempo
Narração: Aroldo Costa - Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: José Silvério


Matéria do Jornal do Commércio:

Santa escapa por pouco contra o Porto

por IVAN MORAES FILHO E JOSA MACEDO

Uma mistura de alegria e alívio foi o que sentiram os torcedores do Santa Cruz ao saírem do Arruda, ontem à noite. O Tricolor da capital escapou por pouco de sofrer com um empate ou até mesmo uma derrota na partida contra o Porto. Contando com um pouco de sorte, com boas defesas de Nílson e com o pé de Fabian, a equipe coral conseguiu a vitória por 2x1 e continua na briga pelo primeiro turno do Campeonato Pernambucano.

Enquanto o Tricolor ainda tentava se encontrar dentro de campo, o elenco de Caruaru mostrou calma e organização. Bem na defesa, o Gavião incomodou o time recifense. Logo aos quatro minutos, Glaédson foi à linha de fundo e cruzou para Miguel Riela que, sozinho, não conseguiu mandar para o gol.

Cauteloso ao extremo e com pouca ofensividade, o Santa não conseguiu passar pela forte marcação do Porto. Como que aceitando os limites impostos pelo Tricolor do Agreste, os atacantes corais chutaram apenas de fora da área durante toda a primeira etapa. Marcelinho, Wellington, Fabian, Sérgio Alves e até Wellington Madeira tentaram. Quando a bola não ia fora, parava nas mãos do goleiro Ricardo.

Aos 28 minutos, Fabian recebeu um passe na entrada da área e foi derrubado por Naldo. Pênalti que Sérgio Alves bateu forte e no ângulo, inaugurando o marcador tranqüilizando a torcida. Por enquanto.

Perdendo, o Gavião partiu para cima. Primeiro, Riela cruzou para Glaédson cabecear nas mãos de Nílson. Minutos depois, Alex cobrou uma falta na medida e surpreendeu o goleiro coral. Tudo igual no final do primeiro tempo.

Na etapa complementar, parecia até que era o Porto quem jogava em casa. Com um bom toque de bola, o time de Caruaru esteve muito mais perto do gol que os donos do campo. Aos seis minutos, Marcos rolou para Edílton que, quase na pequena área, chutou cruzado e obrigou Nílson a fazer uma grande defesa.

O goleiro tricolor mais parecia um alvo. Em cima dele, ainda veio uma boa cabeçada de Júnior e um chute de Alex, que roubou uma bola de Arley, um dos piores da partida de ontem.

O Santa só acordou quando Nereu pôs Thiago Paulista para jogar, no lugar de Marcelinho. O atleta foi para o ataque e fez com que Sérgio Alves voltasse para armar. Aos 16, Renato Carioca pegou uma sobra de escanteio e chutou na rede por fora, fazendo os torcedores do lado oposto comemorarem por alguns segundos.

Sete minutos depois, Sérgio Alves pegou a bola na intermediária, fez boa jogada pela direita e cruzou para Fabian, na frente do gol, conferir, de carrinho.

Depois do gol, o Santa parou de novo. Então, foi a vez do Porto partir, no desespero, para tentar recuperar o empate. Aos 40, Glaédson parou novamente nas mãos de Nílson.

Com o resultado, o Tricolor do Recife continua dois pontos atrás do Náutico, mas tem a semana inteira para se preparar para o primeiro clássico do ano, contra o Alvirrubro, segunda-feira que vem.

APOIO – Um grupo de torcedores resolveu prestar solidariedade ao presidente coral. Levaram para o estádio uma faixa com os dizeres: “Jonas, estamos com você”.


Fabian dedica a vitória ao filho que ainda vai nascer

Herói do jogo pelo pênalti sofrido e convertido em gol por Sérgio Alves, no primeiro tempo, e depois pelo tento que marcou garantindo a vitória de 2x1 do Santa Cruz sobre o Porto, na segunda etapa, ontem à tarde, no Arruda, o atacante Fabian reconheceu que a equipe tricolor terá que melhorar um pouco para derrotar o Náutico, no clássico da próxima segunda-feira, à noite, no Estádio José do Rego Maciel. “Fizemos um primeiro tempo irreconhecível e melhoramos no segundo depois das instruções do professor Nereu Pinheiro no intervalo da partida”, reconheceu o atacante.

Atleta de Cristo, Fabian anunciou que foi a força divina quem ajudou o Santa Cruz a superar as dificuldades dentro do campo para derrotar o Porto, a quem defendeu entre o final de 95 e o começo de 96. O atacante de 24 anos que começou a carreira nas equipes de base do Santa, em 93, e deu uma parada de quase três anos para trabalhar na área de informática do supermecado Superbox, agora só pensa em firmar-se como titular na equipe tricolor. “A família vai aumentar com a chegada de Matheus e eu preciso de tranquilidade”, reconhece, dedicando a vitória de ontem à mulher Michelle e à filha Karen, de quatro anos.

O retorno do atacante ao futebol foi através do América no Campeonato da Segunda Divisão da temporada passada. Ele era artilheiro da competição com nove gols quando foi procurado pelo ex-presidente Mirinda para voltar.

Um dos destaques da partida foi o atacante Thiago Gentil (também chamado de Thiago Tubarão), que marcou dois gols. Jogou no Santa Cruz em 2000 e depois em 2006. Além de ter jogado no Sport e Náutico.


O jogo foi realizado no estádio dos Aflitos, ouça os 7 gols do Santa Cruz.
Narração: Ednaldo Santos da Rádio Jornal AM de Recife
Repórter de Campo: Hélio Macedo e Carlos Eduardo

Sequencia dos gols:


1º gol do santa: Thiago Tubarão (atacante) aos 44' do 1º tempo;
2º gol do santa: Wellington Madeira (zagueiro) de cabeça 46' do 1º tempo;
3º gol do santa: Márcio Alan (meia) aos 20' do 2º tempo;
4º gol do santa: Thiago Tubarão (atacante) de pênalti aos 26' do 2º tempo;
5º gol do santa: Michel (meia) aos 30' do 2º tempo;
6º gol do santa: Nilson aos 35' do 2º tempo;
7º gol do santa: Márcio Allan aos 37' do 2º tempo.

Matéria do Jornal do Commércio:

Santa faz Íbis voltar aos velhos tempos
por Wladmir Paulino, Ivan Moraes Filho e João Marcelo Melo

Uma hora e cinco minutos de atraso deixou todo mundo com mais fome de bola. E o apetite voraz do Santa Cruz pôde ser comprovado ao final dos noventa minutos, quando o placar dos Aflitos ostentava o placar de 7x1. O ‘chocolate’ tricolor foi mais do que um presente de Páscoa para os 10.028 presentes. Foi a maior goleada do Campeonato Pernambucano até agora.

No início da partida, nem parecia que o goleiro Ronaldes seria atropelado por Thiago Paulista e companhia. Os três membros da zaga coral – Eleomar, Wellington Madeira e Embu – pareciam falar cada um, uma língua diferente. Resultado: ‘buracos’ no miolo, passes errados e coberturas que deixavam tudo descoberto, à mercê de contra-ataques. Até que Thiago Paulista acertou uma bola de bico na trave, logo aos três minutos, mas foi só isso.

Bastaram passar mais três minutos para Neto entrar na defesa tricolor como se estivesse na sala da própria casa, sem pedir licença. Só que o golpe final não saiu como ele queria. Quatorze minutos e eis que o Pássaro Preto põe as armas de fora novamente. Júlio César fuzila, Nílson espalma. Bau pega o rebote, a defesa do Santa alivia.

Até de pênalti as coisas não andavam bem para o lado dos corais. Aos 27 minutos, Hilton entra na área e é derrubado por Zé Carlos. O próprio Hilton encarregou-se da cobrança, mas ela foi fraca, fácil para a defesa de Ronaldes. Só aos 42 minutos, o famigerado gol saiu. Márcio Allan cruzou rasteiro, da direita, suficiente para Thiago empurrar para as redes. Já no apagar das luzes, Wellington Madeira marcou o segundo, escorando de cabeça uma falta batida pelo meia Jean Carlo.

Veio a etapa final e o baile vermelho, preto e branco mudou-se do Arruda para Rosa e Silva. Depois de algum esboço de reação do Íbis nos primeiros minutos, Márcio Allan deu o golpe de misericórdia, aos 18. Misericórdia? Ainda tinha muito mais, só com uma pausa para o gol de Neinha, aos 24 minutos.

E o gol do Íbis foi o marco inicial da avalanche que veio a seguir e quase entorta o pescoço do goleiro ibiense de tantas bolas que ele viu passar. Aos 25 o endiabrado Thiago Paulista entrou na área passando por qualquer um que aparecesse em sua frente, até ser derrubado. O mesmo Thiago bateu e ampliou para 4x1.

O ex-júnior Michel, com frieza de veterano tomou a responsabilidade de fazer mais um, após receber passe de Hilton e driblar o goleiro. Hilton também queria apagar a má impressão deixada com a perda do pênalti e assim o fez, ao anotar o sexto gol, num toque entre as pernas de Ronaldes.

O martírio de goleiro do Íbis só teve fim aos 36, novamente com um gol de Márcio Allan. Ele recebeu de Hilton e mandou a bomba. Não perca a conta: Santa Cruz 7x1 Íbis.