Após a classificação do Sport para a final do Campeonato Pernambucano de 2011, resta ao Náutico torcer para que o Santa Cruz seja o campeão e mantenha vivo o seu tradicional "HEXA É LUXO".

 Charge da Folha de Pernambuco - 02/05/2011



Matéria publicada no Diário de Pernambuco em 22.07.1968


O Clube Náutico Capibaribe deu prosseguimento à sua campanha iniciada em 1963

Sagrando-se hexacampeão ontem nos Aflitos, o Clube Náutico Capibaribe deu prosseguimento à sua campanha iniciada em 1963, quando sob o comando do técnico argentino Alfredo González conquistou o primeiro título da atual série. Muitos jogadores foram utilizados pelo clube dos Aflitos durante esses anos e quatro vezes o Náutico disputou o título com o Esporte. 

Duas vezes foi campeão sem "me- lhor de três" e sem conhecer o amargor de um revés e houve um ano em que os timbus levantaram o campeonato nas três categorias: profissionais, aspirantes e juvenis. O Náutico disputou o título com o Esporte nos anos de 63, 65, 66 e 68. Em 64 e 67, levantando todos os turnos, foi campeão disparado e invicto. 

O feito dos alvirrubros é, sem dúvida, espetacular e de ano para ano a euforia da torcida timbu aumenta. Essa coleção de títulos dá ao clube dos Aflitos uma condição de liderança no futebol pernambucano, tornando-se o time alvirrubro respeitadíssimo de Norte a Sul do Brasil. Sendo tricampeão do Norte e vice-campeão brasileiro, o Clube Náutico Capibaribe desdobra-se de ano para ano a fim de manter em seu poder a hegemonia do nosso futebol. 

Dos jogadores que tomaram parte na decisão de 1963, quando o Náutico, derrotando o Esporte por 4x2, leventou o primeiro título da fase atual, apenas Ivan e Nino participaram da batalha de ontem. Daqueles onze: Lula, Gernan, Zequinha, Gilson Costa, Clóvis, Salomão, Ivan, Nado, Bita, Nino e Rinaldo, a maioria continua em atividade pelo Brasil afora e até no exterior, como é o caso do paraibano Zequinha. Outro já descalçou a chuteira - Gilson Costa - enquanto outro afastou-se temporariamente do futebol e ninguém sabe se voltará ainda a jogar. É o médio-volante Salomão. 

O técnico Duque começou a funcionar à frente da equipe em 1964, quando veio para cobrir a lacuna deixada por Alfredo Gonzáles, que deixou o comando da equipe em meio à campanha do bi. No ano seguinte foi substituído por Antoninho, mas voltou para a luta do tetracampeonato. Deixou mais uma vez o comando do quadro e apareceu novamente no Recife para substituir Válter Miráglia.

A alegria pela conquista do hexacampeonato, que muitos consideravam perdido, tomou conta da vestiária do Náutico, e foi preciso que as portas fossem fechadas para evitar invasão. Os dirigentes foram entrando paulatinamente e o grito de "guerra" N-A-U-T-I-C-O ecoava no campo, onde a torcida fazia carnaval.

Duque paga promessa

O técnico Duque era festejadíssimo e anunciava que dentro de mais alguns instantes sairia a pé até a igreja do Cajueiro, para pagar uma promessa, feita pela manhã, a São Judas Tadeu. O treinador estava suadíssimo e ao abraçar o massagista João de Maria deu três pulinhos, repetindo o ritual quando recebia o abraço do "pai-de-santo" Edu.


Fonte: DPNET
Lembranças do jogo:

0 comentários :