Jogo válido pela 3ª rodada da 1ª fase do Campeonato Brasileiro da série B de 1996.

Em 1996, Maurício Pantera foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro da série B com 13 gols, apesar do Santa Cruz ter sido eliminado na 2ª fase da competição. O jogador iniciou a carreira na equipe de juniores do Santa Cruz, disputou com grande destaque a Copa São Paulo de 1996, onde marcou dois gols, sendo um quase do meio campo e outro de bicicleta. Sobre a origem do apelido, o atacante conta que surgiu antes da disputa de um jogo, no vestiário, onde o lateral Paulo Ricardo (Santa Cruz) brincou ao ver dois "maurícios" no mesmo time e, achou por bem, identificar um deles com um apelido. "Eram dois com o mesmo nome. Um branco e um preto. Aí acabou sobrando para mim o apelido de "Pantera".


 Assista ao vídeo da partida e a euforia da torcida do Santa Cruz com o atacante Pantera.
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Ficha do Jogo

Santa Cruz:
Izaías, Williams (Ramos), André Beraldo, Elizeu e Quinho; Zé do Carmo, Biliu, Damon (Júnior); André Jacaré, Souza (Cassiano) e Maurício Pantera.
Técnico: Abel Braga

Náutico:
Jéfferson, Izael, João Marcelo, Leandro e Marcos Paulo; Paulo André, Fernando, Simplício e Douglas (Júnior Paraíba); Robson e Alex (Catende).
Técnico: Givanildo Oliveira

Árbitro: Valdomiro Matias
Auxiliares: Maria Edilene e Ricardo Menezes
Gols: Douglas e Maurício Pantera
Cartões Amarelos: André Beraldo e Paulo André
Renda: R$: 45.809,00
Público: 11.185 pagantes

O atacante Maurício Pantera foi o último grande ídolo revelado pelo Santa Cruz na década de 90. foi vendido em 1996 ao Compostela da Espanha por US$: 1.2 milhão.


O técnico Abel Braga, o "Abelão", chegou no Santa Cruz em Junho/1996, ainda no Campeonato Pernambucano, após a saída de Péricles Chamusca. Conseguiu o vice-campeonato. No Campeonato Brasileiro da série B do mesmo ano, foi desclassificado pelo Moto Clube na 2a fase. Abel Braga deu muita força para que o "Pantera" se tornasse o artilheiro da série B de 1996. Abel substituiu o cobrador oficial de pênaltis da equipe (o lateral Williams) pelo Maurício, para que ele pudesse aumentar sua artilharia.


Em 1996 Péricles Chamusca teve sua primeira passagem pelo Santa Cruz, que durou 6 meses, de janeiro a junho (foi demitido pelo presidente Luís Arnaldo. O motivo alegado foi que Chamusca era um treinador muito tranquilo e o perfil que o presidente buscava era de um treinador "brigão", além de chegar atrasado aos treinamentos). Nesse período, disputou parte do Campeonato Pernambucano. Conquistou o 1o turno e deixou o time na briga pelo 3o turno. Em 1997 Chamusca voltou a disputar o Pernambucano, desta vez para treinar à equipe do Porto de Caruaru, onde conquistou, de forma inédita, o vice-campeonato.



Curiosidade:

Uma venda cercada de mistérios

Em 19/11/96, Maurício Pantera embarcou para a Espanha para se apresentar ao Compostela. A pressa na venda do artilheiro, que foi vendido poucos meses após sua ascensão, se deu pela vontade dos dirigentes da época em ter resssarcimento sobre possíveis investimentos feitos com dinheiro próprio (Ainda hoje não se sabe ao certo o valor exato da venda e o destino dado ao dinheiro recebido na transação).

A venda do atacante foi realizada de forma sigilosa, pois parte dos dirigentes era contra a venda do atacante de forma tão rápida. Mas o presidente Luis Arnaldo Pessoa concretizou a venda, deixando muitos integrantes do conselho deliberativo surpresos com a notícia. O presidente Luis Arnaldo foi pessoalmente à Espanha negociar o atacante, mas preferiu informar aos demais dirigentes que estaria descansando na praia de Itamaracá e depois viajaria para Sergipe, a fim de tratar de negócios particulares.
Lembranças do jogo:

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