18/12/1983 - Santa Cruz 1x1 Náutico (Nos pênaltis, vitória do Santa por 6 a 5).

O Pernambucano de 1983 foi disputado por 11 equipes: AMÉRICA, ATLÉTICO Clube de CARUARU, CENTRAL, FERROVIÁRIO , ÍBIS, NÁUTICO, PAULISTANO, SANTA CRUZ, SANTO AMARO, SETE DE SETEMBRO e SPORT.

Ficha técnica:

Santa Cruz: Luís Neto, Ricardo, Gomes, Edson Furquim e Almeida; Zé do Carmo (Marco Antônio), Henágio e Peu; Gabriel, Ivan (Django) e Ângelo.
Técnico: Carlos Alberto Silva

Náutico: Cantarelli, Zé Carlos, Edson Gaúcho (Sávio), Zé Eduardo e Albéris; Ivan, Alex (Heider) e Baiano; Porto, Mirandinha e Ademir Lobo.
Técnico: Ernesto Guedes

Local: Estádio do Arruda
Público: 76.636 pagantes

Resumo da Partida:

“Eles brincaram e agora estão nervosos. Na verdade, eles são os favoritos, os medalhões do futebol pernambucano, mas nós, com toda humildade, vamos perturbar mesmo em busca do título”. Essa frase do meia Ângelo, do Santa, resumia o clima antes da decisão. Do outro lado, o técnico Ernesto Guedes assegurava que os seus jogadores tinham experiência para não se envolverem com os comentários de favoritismo a favor do Náutico. De fato, o Timbu era visto como um time de maior potencial técnico, enquanto o Tricolor tinha mais garra. Mas, dessa vez, tratava-se da grande final, com o empate levando o jogo para a prorrogação e, se necessário, aos pênaltis. Iniciada a partida, o Clássico das Emoções fez jus ao apelido. O Náutico começou no ataque, levando perigo à meta de Luís Neto. Depois de dominar quase todo o primeiro tempo, o adversário coral sofreu dois baques: primeiro, a expulsão de seu técnico; por fim, o gol do Santa marcado por Gabriel aos 43 minutos. O ponta-direita não balançava as redes há nove jogos. No segundo tempo, o Mais Querido teve a chance de chegar ao segundo gol através de Django, que mandou uma bola na trave aos 33 minutos. Quando a torcida tricolor sentia o gostinho do título como nunca havia experimentado durante o Estadual, o Náutico chegou ao empate, aos 42 minutos, por intermédio de Mirandinha. Antes, o autor do gol do Santa Cruz havia sido expulso. Com o empate no tempo regulamentar, seriam jogados mais 30 minutos para decidir quem seria o campeão. Na prorrogação, mais drama para a massa, pois o Timbu, com um jogador a mais, pressionou durante todo o complemento da partida. No entanto, as defesas do “paredão” Luís Neto levaram o Tricolor à disputa dos pênaltis. Na primeira série de cobranças, outro empate: 3x3 – Ângelo, Peu e Django marcaram os gols do Santa, enquanto Edson Furquim e Marco Antônio desperdiçaram suas tentativas. Na série alternada, Ademir Lobo foi o primeiro a cobrar, deixando o Náutico em vantagem (4x3). Almeida empata para o Santa (4x4). Zé Eduardo coloca o alvirrubro na frente novamente (5x4). Em seguida, Henágio marca (5x5). Aí, entra em ação a estrela de Luís Neto, que já tinha defendido um pênalti. É a vez do atacante Porto. Ele chuta, mas o goleiro tricolor segura firme. A defesa, no entanto, não é uma defesa qualquer. A bola fica em cima da linha, gerando muita confusão e reclamação do adversário. Depois de mais de 30 minutos de discussão, o zagueiro Gomes tem a chance nos seus pés de fazer a massa coral explodir de alegria. “Eram exatamente 20h50 quando o zagueiro Gomes corre para a bola”, disse o jornalista Givanildo Alves – a partida começou às 17h. Após quase quatro horas de agonia, a torcida do Santa Cruz soltava o grito de campeão com o pênalti convertido por Gomes (6x5). Ou melhor: tri-supercampeão!



Os Tri-Supercampeões


Gabriel - Marcou o 1 gol da partida


Fonte: Coralnet / TV Globo Nordeste.


Reportagem especial sobre o Tri-Supercampeão de 1983.
Lembranças do jogo:

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