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O Brasiliense era a equipe com a melhor campanha como visitante, mas não resistiu a força do Mundão do Arruda! O Santa Cruz se classificou para o mata-mata como líder do grupo A.

 O zagueiro Renan Oliveira marcou, de cabeça,  o 1º gol da partida

O estreante lateral direito Oziel marcou o 2º gol da partida



 Capa do Jornal do Commércio

 Capa do caderno de esportes do Jornal do Commércio



Jogo Completo - Transmissão ao vivo da TV EBC
Narração: Ricardo Mazella, reportagens: Edilson Campos e comentários: Jorge Ramos



Globo Esporte Pernambuco



Programa TV Replay



Narração: Roberto Queiroz - Rádio Jornal AM de Recife / JC News FM
Repórter de Campo: Wellington Araújo e José Silvério
Comentários: Maciel Júnior
Plantão: Mané Queiroz


Narração: Hermes de Souza - Rádio Olinda AM de Pernambuco
Repórter de Campo: Bruno Reis
Comentários: Aderval Barros
Plantão: Iranildo Silva


Narração: Ruy Fernando - Rádio Nacional AM de Brasília
Repórter de Campo: Maurício Costa


Narração: Bartolomeu Fernando - Rádio Clube AM de Pernambuco
Repórter de Campo: Luis Felipe
Comentarista: José Gustavo e Roberto Nascimento
Plantão: Bruno Filho





Ficha do jogo

Jogo: Santa Cruz 2x0 Brasiliense
Competição: Campeonato Brasileiro Série C (1ª fase - 17ª Rodada)
Estádio: Arruda
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira (SP) e Marco Antônio de Mello Moreira (GO)
Gols: Renan Fonseca (aos 16 minutos do 1T) e Oziel (aos 47 minutos do 2T)
Cartões amarelos: Gleidson, Júlio Bastos, Laércio, Peninha (B) e Everton Sena (SC)
Cartões vermelhos: Siloé (SC) e Jorge Henrique (B)
Público: 38.780 (pagantes)
Renda: R$ 531.241,00

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa (Panda); Ramirez (Dedé), Luciano Sorriso, Everton Heleno e Natan (Renatinho); Flávio Caça-Rato e Siloé.
Técnico: Vica

Brasiliense
Welder; Bocão, Eli Sabiá, Luan e Jorge Henrique; Baiano, Júlio Bastos, Everton (Luquinhas), Gleidson (Peninha); Jefferson Maranhão (Laércio) e Washington.
Técnico: Roberto Fonseca
        Após 14 dias de espera (após o término da 1ª fase da competição), finalmente, o Santa Cruz realizava o primeiro jogo das quartas de final da Série C do Brasileiro, contra o Betim, na Arena do Calçado, na cidade de Nova Serrana (MG). Classificado na primeira colocação do Grupo A, com 34 pontos, o tricolor ganhava o direito de decidir a classificação (acesso à Série B) jogando no Arruda. O time mineiro foi o quarto, com 28 pontos, no Grupo B. A demora para a realização da partida foi devido a uma briga judicial entre o Betim, a Fifa, a CBF e o Mogi Mirim. A entidade que comanda o futebol mundial havia punido o clube mineiro com a perda de seis pontos por causa de um débito com o clube The Strongest, da Bolívia, o que o deixaria na sexta posição. Assim, a Confederação Brasileira de Futebol colocou o Mogi, quinto na classificação, como adversário do tricolor. O Betim não aceitou a punição e recorreu à Justiça Comum. Na 4ª Vara Cível de Betim, conseguiu uma liminar recuperando os pontos e impedindo a realização da partida entre Mogi Mirim e Santa Cruz, que seria na segunda-feira, dia 21/10, no interior paulista. A CBF não conseguiu anular a liminar dos mineiros e foi obrigada a marcar a partida para o dia 27/10 (na verdade a partida deveria ter sido realizada no dia 19/10, caso não tivesse ocorrido toda essa confusão). A situação provocou a insatisfação dos tricolores. Mesmo assim, o técnico Vica teve todo o cuidado para manter o equilíbrio do grupo, mesmo quando a CBF não teve como embarcar a delegação em um mesmo avião, devido à indisponibilidade de passagens, e o grupo teve que ser dividido em cinco para chegar em Belo Horizonte.

 Éverton Heleno, André Dias, Siloé e Tiago Costa comemoram o único gol da partida. 

Este jogo marcou a 50ª partida do lateral esquerdo Tiago Costa com a camisa tricolor e o seu primeiro gol. Esta foi a primeira partida entre as duas equipes e marcou a perda da invencibilidade da equipe do Betim, que estava invicta há nove jogos.




Vídeo com os gols da partida - Tv Jornal



Narração: Aroldo Costa - Rádio Jornal AM de PE

Narração: Aroldo Costa - Rádio Jornal AM de PE (Minutos Finais)

Narração: Emerson Rodrigues - Rádio Inconfidência de MG (Transmissão para a rádio Transamérica de Recife/PE)

Narração: Luciano Fernandes - Rádio Liberdade FM de Nova Serrana/MG (Transmissão para a rádio Olinda AM de PE)

Narração: João Batista Nascimento - Rádio Clube AM de Pernambuco





Ficha do Jogo
 Jogo: Betim/MG 0x1 Santa Cruz/PE  
Campeonato: Campeonato Brasileiro / Quartas de final / 1º Jogo  
Data: 27/10/2013  
Hora: 16:00  
Local: Nova Serrana/MG
Estádio: Arena do Calçado  
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)  
Auxiliares: Rodrigo Henrique Corrêa (RJ) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO)  

Betim/MG  
Escalação: Felipe Sánchez; Patrick (Roger), Adalberto, Max e Rodrigo (Somália); Thiago Santos, Jean Cléber, Zotti (Carlos Júnior) e Wescley; Denilson e Marion  
Técnico: Moacir Júnior  

Santa Cruz/PE  
Escalação: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel (Léo), Dedé (Panda), Ewerton Heleno e Raul; Siloé (Dênis Marques) e André Dias  
Técnico: Vica
Gols: Tiago Costa aos 2 minutos do primeiro tempo  
Cartões Amarelos: Renan Fonseca

 Fontes: Jornal do Commércio e Agência CoralNET de Notícias
 Já classificado para a série B em 2014, o Santa Cruz venceu o Luverdense/MT com gols de Renatinho e André Dias, quebrando a invencibilidade do time local em seu estádio neste Campeonato Brasileiro.

 Capa do Jornal do Commércio. André Dias (E) e Renatinho (D).



Narração: André Luiz Mendes - Rádio Nacional de Brasília

Vídeo com os gols da partida.

Ficha do Jogo:
Campeonato: Campeonato Brasileiro série C / 1º Turno / 3ª Fase (1º Jogo)  
Data: 10/11/2013  
Hora: 16:00
Local: Lucas do Rio Verde/MT  
Estádio: Passo das Emas
Árbitro: Marcos Mateus Pereira (MS)  
Auxiliares: Evandro Gomes Ferreira (GO) e Edilson Frasão Pereira (TO)  
Público: 2.113 pagantes  
Renda: não informada

 Luverdense/MT
Escalação: Gabriel Leite; Raul Prata, Zé Roberto (Júnior Terceiro), Renato e Edinho; Carlão, Gilson, Washington (Bismarck) e Rafael Tavares; Misael (Marcelo) e Samuel  
Técnico: Junior Rocha  
Cartões Amarelos: Rafael Tavares, Edinho e Júnior Terceiro

 Santa Cruz/PE  
Escalação: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Dedé, Raul e Natan (Jonathan); Flávio Caça-Rato (Renatinho) e André Dias (Dênis Marques) Técnico: Vica  
Gols: Renatinho aos 19 minutos do primeiro tempo e André Dias aos 32 do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Sandro Manoel, Raul e Jonathan

Fontes: Coralnet / Jornal do Commércio

Ugo Giorgetti - O Estado de São Paulo - 10/11/2013
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          Domingo passado a televisão foi obrigada a transmitir um jogo da Série C do Campeonato Brasileiro. É verdade que era uma decisão, e quem ganhasse já estaria na Série B. Mas não era a decisão que fazia do jogo algo especial. Era o que acontecia fora dele, ao lado dele, em volta dele. Sessenta mil torcedores se aglomeravam dentro do estádio, um velho estádio, que na opinião dos militantes do Business F.C. certamente já deveria ter sido demolido faz tempo.

         Só que ninguém reclamava das inconfortáveis instalações do glorioso Arruda, do Recife. Ao contrário, havia alegria delirante, que atingiu até os narradores do jogo, atônitos com a impressionante concentração de massa diante de seus olhos. Um dos narradores chegou mesmo a mencionar, com razão, que parecia um jogo do passado, dentro daquele estádio de linhas arquitetônicas antiquadas, relíquia de um tempo em que estádios eram feitos para abrigar qualquer torcedor e não certos torcedores. 

         Abrigar talvez seja um termo não adequado. Estádio não era feito para abrigar, mas para caber. Quem ia ao estádio sabia que poderia ter que se sentar no concreto com o risco de ficar um pouco espremido, debaixo de sol, chuva ou frio. Mas ninguém se importava. Como não se importavam domingo os sessenta mil alucinados torcedores do Santa Cruz. Esse jogo e essa torcida vieram provar muita coisa. 

       O verdadeiro torcedor de futebol, que fez a grandeza do futebol brasileiro, não desapareceu. Lá estavam eles, alegres, fanáticos, jovens e velhos, homens e mulheres, elas inclusive, as belas mulheres do Recife, todos com os olhos no campo e provavelmente sentados no cimento duro. Ninguém se preocupava com outra coisa senão com o desempenho do seu time. Sua alegria vinha do gramado, não de outro lugar. Foi comovente e consolador ver as jovens gerações se comportando como as velhas, no mesmo desprendimento, no mesmo desprezo por condições especiais de acomodação. 

         Estádio foi feito mesmo pra sofrer, se angustiar, e entrar em êxtase, talvez tudo junto. A torcida do Santa Cruz se colocou ao contrário de tudo que existe por aí em termos de novas arenas. Fala-se que essas arenas darão mais conforto, comodidade, espaço, aos torcedores. Quem precisa de tudo isso? Não os torcedores do Santa Cruz, como constatei domingo. A verdade é que essas arenas estão sendo feitas para outros torcedores que pagarão "o preço de mercado" pelos ingressos. O que é esse preço? O maior possível, evidentemente. 

          Numa metrópole brasileira sempre existirão quarenta, quarenta e cinco mil pessoas, por exemplo, que pagarão sem pestanejar os preços de mercado. Mas serão torcedores diferentes. Velhotes gordinhos, sisudos, que precisam de espaço para seus corpinhos, que precisam de estacionamento para seus 4X4, que precisam se abrigar do frio e do sereno. Que vão reproduzir nos estádios, acomodados em seus belos "camarotes", a reclusão que vivem atrás das grades pontiagudas de seus belos edifícios, cercados de guardas por todos os lados. 

          Futebol é coisa de jovens. De velhos também, mas como os velhos que foram domingo no Arruda. Que choravam copiosamente com a vitória e o regresso triunfal do Santa. Você imaginaria um executivo, sem um pingo de suor no rosto, sentado num lugar especial, uisquinho na mão, chorando? O espetáculo no Arruda me mostrou que existe um Brasil que continua o mesmo, felizmente. Não vai mais aparecer muito na TV é certo, mas, quando menos se espera, lá está ele. 

         Também é muito possível que já se pense em transformar o Arruda numa arena igualzinha às outras. Talvez, mas não me interessa. Me interessa o que vi domingo passado. Por isso que agradeço ao Santa Cruz e á sua torcida o espetáculo que deram. E aproveito para declarar que conquistaram um fanático torcedor, infelizmente de longe, aqui de São Paulo, mas sonhando com o Arruda. Viva o Santa!


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Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,business-fc-,1095077,0.htm