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O torcedor aproveitou a promoção "Todos com a Nota" (contrato de parceria idealizado entre a Federação Pernambucana de Futebol, através do seu presidente, Carlos Alberto de Oliveira e o governo do estado de Pernambuco, através do governador Miguel Arraes) e compareceu em massa ao Arruda para prestigiar o clássico entre Santa Cruz e Náutico. Este seria o primeiro clássico do ano de 1998 e tornou-se também o 10º maior público de toda a história do estádio do Arruda: 66.204 torcedores (público total).



Vídeo com os melhores momentos da partida.
Este jogo foi transmitido ao vivo para todo o Brasil através do canal SPORTV.


Vídeo com os melhores momentos do 1º tempo
Narração: Luiz Carlos Júnior - SporTV


Vídeo com os minutos iniciais do 2º tempo
Narração: Luiz Carlos Júnior - SporTV




Resenha do Jornal Diário de Pernambuco - 09/02/1998:


Ninguém segura o líder

Cobertura:Ricardo Dantas Barreto, Everaldo Xavier e
Carlos Lopes
Da equipe do DIÁRIO

O Náutico manteve a invencibilidade no primeiro clássico do Campeonato Pernambucano, ao vencer o Santa Cruz, ontem, por 2x1, no estádio do Arruda. Os três gols saíram de bola parada, numa partida equilibrada, em que cada equipe dominou um tempo de jogo. O alvirrubro continua líder isolado do certame, com 12 pontos, enquanto o tricolor, que perdeu seu primeiro compromisso, permanece com sete, na quarta colocação, atrás do Sport e Porto. O público correspondeu às expectativas e 66.204 torcedores assistiram ao espetáculo.

O clássico começou corrido, com o Náutico melhor na etapa inicial. Pelo lado do Santa Cruz, Biliu, que estreou no Pernambucano, não estava bem fisicamente e o lateral-direito Edílson não conseguiu acertar os cruzamentos. Assim, os alvirrubros pressionaram mais e, aos oito minutos, o goleiro coral Marcos Garça fez a primeira defesa. Logo em seguida, o arqueiro saiu mal e Chapecó foi desarmado pela zaga, mas ganhou escanteio.

Pig cobrou o esquinado, a defesa do Santa Cruz apenas acompanhou abola e o estreante zagueiro Ricardo Rambo cabeceou no ângulo do gol para colocar o Náutico à frente no placar: 1x0. Os jogadores corais tentaram tirar o prejuízo e ensaiaram uma reação a partir dos 20 minutos. O atacante Célio recebeu na área, girou diante da zaga e mandou para fora. Depois foi o lateral-esquerdo Wellington quem arriscou de longe, fácil para o goleiro Ney. Em outras duas tentativas, através de César e André Jacaré, nenhum susto.

Sem o Santa Cruz chegar ao gol, o Náutico partiu para o ataque e quase ampliou o marcador numa falha de César, aos 33 minutos. O zagueiro saiu mal, chutou em cima do atacante adversário e a bola resvalou em direção à meta coral, mas Marcos Garça segurou. O goleiro tricolor fez uma bela defesa na cobrança de escanteio de Williams, aos 37, e ainda viu a bola passar por perto no erro do zagueiro estreante Tanta, que perdeu o lance para Chapecó.

REAÇÃO

O técnico do Santa Cruz, Ivan Gradim, reconheceu que Biliu estava emperrando o meio-de-campo e colocou o atacante Júnior Caruaru para tornar o time mais ofensivo. A mudança deu certo e os jogadores tricolores encurralaram o Náutico. Aos três minutos, Célio foi derrubado na intermediária, Marquinhos cobrou a falta com perfeição e empatou o jogo. O gol levantou ainda mais o moral dos donos da casa, enquanto os alvirrubros se fecharam em seu campo à espera dos contra-ataques.

Apesar de melhor, a equipe de Gradim não conseguia romper a defesa adversária e, até os 31 minutos, só teve três oportunidades, sem sucesso. Aos 33, foi a vez do Náutico ter uma falta ao seu favor, próxima à área. Humberto bateu bem colocada e fez o segundo gol, assegurando a vitória alvirrubra. Ivan Gradim substituiu Marquinhos, que estava cansado, por Alexandre, a fim de forçar os lançamentos e, ao mesmo tempo, segurar Chapecó.

Com 38 minutos de segundo tempo, o Santa Cruz passou a jogar com quatro atacantes, depois que Hugo Henrique entrou no lugar de Fabinho, que também apresentou cansaço. Foi neste instante que Tanta desperdiçou a chance de deixar tudo igual no placar. André Jacaré ganhou do zagueiro e tocou de lado. Tanta estava sem marcação de cara com o gol, mas acertou de canela e mandou por cima.

O Náutico, mais regular em campo, soube aproveitar melhor as oportunidades que teve para vencer o Santa Cruz, em pleno Arruda, enquanto o tricolor voltou a pecar nas finalizações.

Zagueiros e artilheiros

Os zagueiro Ricardo Rambo e Humberto, foram os herói do Náutico, no clássico contra o Santa Cruz, ontem, no estádio do Arruda. Eles marcaram os dois gols que deram a vitória ao time alvirrubro e tiveram uma atuação destacada na partida. Para eles, o triunfo foi importante, porque o clube dos Aflitos se mantém na liderança isolada do Pernambucano. Pig e Chapecó tomaram o terceiro cartão e não jogam contra o 1º de Maio, domingo.

"Tive muita sorte ao marca o primeiro gol da partida. Para mim foi maravilhoso porque estou trabalhando para me firmar como o titular da posição. Vencer um clássico é sempre muito importante. Vamos tentar manter a vantagem que temos na liderança", comentou Rambo.

Para Humberto, marcar gol de falta não é nenhuma novidade, porque "eu treino diariamente de 40 a 50 faltas e tenho me aprimorado bastante para fazer gols. Na primeira falta, o goleiro Marcos Garça fez bela defesa, colocando para escanteio, mas na segunda cobrança foi impossível ele pegar. A bola foi muito colocada. Daquipor diante, espero fazer outras cobranças com sucesso, pois estou trabalhando com este objetivo, apesar de ser um zagueiro", explicou.

Tricolores aprovados

Na avaliação do técnico Ivan Gradim, o Santa Cruz foi aprovado no clássico contra o Náutico, embora tenha reconhecido que o ataque voltou a pecar nas finalizações. "O elenco se comportou, em campo, como um time de futebol. Ninguém saiu dando chutão, criou lances trabalhados e foi pegador. Perdeu gols, mas isso vai acabar porque estamos trabalhando e os resultados virão. Estes atletas ganharão experiência jogando", comentou.

Para o treinador, o resultado foi injusto, considerando que o Santa Cruz teve mais volume de jogo, principalmente no segundo tempo. "Na etapa inicial, a equipe não foi tão ruim, mas dominamos na segunda", disse Gradim. Sobre a estréia do zagueiro Tanta, o treinador assinalou que o jogador precisará ganhar mais ritmo e só chegar ao ponto ideal atuando. Gradim também falou sobre as substituições e as justificou alegando que Marquinhos e Fabinho cansaram. Além disso, quando o Náutico recuou, precisava de alguém que chegasse bem pela esquerda e, por isso, colocou Alexandre.

O atacante André Jacaré reconheceu os erros nas finalizações, mas enfatizou a garra do Santa Cruz. "Foi um bom clássico, corrido e nós tivemos chance de vencer. Infelizmente não conseguimos concluir as jogadas que criamos. O importante é que estamos no caminho certo e temos de esquecer este resultado negativo", avaliou.
Os melhores momentos do jogo

Escudo do extinto Recife Futebol Clube.


por DANIEL OLIVEIRA
Especial para o JC

Na estréia do técnico Levi Gomes, o Recife mostrou que começa a crescer. O time dominou o jogo, mas não soube transformar o seu domínio em gols. No primeiro tempo o ataque recifense perdeu várias oportunidades e fez o Santa Cruz ficar acuado na defesa. Foram 45 minutos de pressão, mesmo assim, o gol não saiu.

"No segundo tempo, o Santa Cruz voltou mais determinado, procurando o ataque. Assim, aos 13 minutos, num bom aproveitamento, Marquinhos entrou na área e bateu sem defesa para o goleiro Ricardo: 1x0.

O Recife não se entregou e reagiu. O técnico Levi Gomes tirou Lau e colocou Isaías, trocando também Djalma por Paiakan. Com isso, o time ganhou mais força ofensiva. Aos 34 minutos, numa cobrança de escanteio, o zagueiro Nunes, livre de marcação, cabeceou para empatar: 1x1.

Após o empate a torcida tricolor começou aos poucos a deixar o estádio. Mas o Santa ainda mostrou uma reação, indo todo ao ataque. O Recife, no contragolpe, esteve mais perto da vitória. Houve uma grande defesa de Marcos Garça e uma bola na trave chutada por Paiakan.

O detalhe da partida foi o incentivo dos torcedores de Timbaúba. Foi até agora o maior público - 5.686 - nos jogos no Ferreira Lima.

OBS: A equipe do Recife Futebol Clube, assumiu este nome em 1997 e ficou até 2004, quando foi modificado para Manchete Futebol Clube, que disputou o seu último campeonato em 2007 (2ª divisão). Hoje em dia não se tem mais informação se este time ainda existe. Lembrando outros nomes desta equipe: Manchete Futebol Clube --> Recife Futebol Clube --> Associação Atlética Casa Caiada --> Associação Atlética Santo Amaro e Associação Atlética das Vovozinhas.
O gol de André Jacaré
Foto: Dpnet


Os gols


O atacante André Jacaré marcou um dos gols da partida


Tricolor embalado


Ricardo Dantas Barreto
Da equipe do DIÁRIO

Mais do que a vitória sobre o Ferroviário, de Serra Talhada, pelo placar de 3 x 1, o Santa Cruz conseguiu se isolar na liderança da segunda fase do Campeonato Pernambucano, com onze pontos. O tricolor tem um jogo a mais que o vice-líder Sport - que hoje enfrentará o Vitória -, porém se encontra numa posição tranquila para a partida de domingo, com o Central, em Caruaru.

A grande surpresa do jogo realizado no estádio do Arruda foi a forma arrojada da equipe sertaneja. Até mesmo o técnico do Ferroviário, Paulo Moura, afirmou que seus jogadores se empolgaram e deram espaço ao Santa Cruz. A explicação para isso, talvez tenha sido o primeiro gol do tricolor, marcado pelo zagueiro César, logo a um minuto e meio de bola rolando. Ele aproveitou bem a cobrança de falta de Marquinhos e deu uma cabeçada certeira.

O Ferroviário foi para cima e quase empatou num chute de Pedrinho, dentro da área, aos cinco minutos. Logo depois o atacante Sandro desperdiçou a chance de fazer o segundo para o Santa Cruz. O time de Serra Talhada continuou buscando o empate, até que, aos 17, Enilson bateu falta e Edson escorou de cabeça, vencendo o goleiro João Carlos: 1 x 1.

A partida seguiu aberta, embora o tricolor chegasse com mais perigo. Com 28 minutos, Sandro foi derrubado na área por Russo e o árbitro apontou penalidade. André Jacaré cobrou e acertou o canto. Aos 35, Marquinhos também sofreu pênalti. Sandro chutou com tranqüilidade e a bola entrou lentamente, definindo o placar.

O segundo tempo foi entediante e o Santa Cruz administrou o resultado, se poupando para o jogo de amanhã, contra o Ceará, pelo Nordestão. "O time tocou mais a bola, de forma inteligente. Não que tenha cansado, mas é preciso levar em consideração que veio de um clássico e está numa maratona de partidas", justificou o técnico Ivan Gradim. Ele elogiou muito o desempenho do Santa na etapa inicial e assegurou que com o reforço de jogadores mais experientes, a equipe continuará em ascenção.



Esse jogo marca a apresentação do zagueiro Rau, que foi responsável pelo gol salvador do Santa Cruz no jogo diante do Volta Redonda pelo Campeonato Brasileiro da segundona daquele ano. 



Reportagem do DPNET de 22/04/1998:

Ontem, antes do jogo com o Ferroviário, o zagueiro Rau foi apresentado à comissão técnica, no Arruda. O jogador entrou em campo junto com o time, lançou duas camisas do tricolor para a torcida e depois acomodou-se para assistir à vitória sobre os sertanejos. "É muito bom chegar e ver a equipe ganhando. Isso aumenta a responsabilidade de brigar por uma posição", comentou.

Baiano de Conceição do Coité, José Carneiro Araújo, 29 anos, mede 1,80m e pesa 80 Kg. Começou a carreira nas divisões de base do Bahia, depois foi para o Fluminense/RJ, Nacional/SP, Fortaleza, CSA e estava no Fluminense de Feira de Santana. Tem dois títulos no Campeonato Baiano e foi campeão brasileiro, todos pelo Bahia. Dono do próprio passe, Rau assinará, hoje, contrato até o final de julho, podendo prorrogá-lo até o final do ano.

Ele joga nos dois lados da zaga e é especialista em cobranças de falta. Defendendo o Fluminense, no Campeonato do Nordeste, o zagueiro marcou três gols, inclusive contra o Náutico. Como já disputou jogos no regional, ficará à disposição do técnico Ivan Gradim apenas para o Pernambucano. Depois de contratar Sandro, Vital e, agora, Rau, a diretoria do Santa Cruz pretende reforçar o meio-de-campo.
Um dos jogos mais dramáticos da história tricolor. O Santa Cruz jogava pela classificação para a segunda fase da série B ou pela queda à série C do Campeonato Brasileiro.


Mais um jogo em que a torcida do Santa Cruz mostrou a sua força


O zagueiro Baiano Rau, de 29 anos (na época), foi o herói do jogo ao marcar o gol da vitória tricolor aos 46 minutos do segundo tempo. Este foi o primeiro gol marcado pelo zagueiro, que fora contratado em Abril/98. No banco de reservas, o zagueiro não parava de se aquecer e falava a todo instante que aquele era o seu jogo, lembrando que durante os treinos de dois toques, sempre atuava como atacante e fazia muitos gols de cabeça. Sua altura de 1.80m é o que facilita para atuar na posição. "As bolas eram alçadas o tempo todo para a área. Cheguei a pedir ao preparador físico Wellington Vero para entrar, mas ele não falou com o técnico Givanildo. Até que o treinador me chamou. Troquei a chuteira e entrei em campo aos 41 minutos. A orientação foi de que ficasse na área como um atacante".


Será que você reconhece este torcedor vestido com a camisa da torcida organizada Inferno Coral e com o radinho de pilha na mão? E este jogador com a camisa tricolor? Trata-se do volante Alexandre Rodrigues de Oliveira, que esteve acompanhando este jogo nas arquibancadas do Arruda,  em 1998 (aos 20 anos). Em 2008 (aos 30 anos), quis o destino que ele passasse por um sofrimento ainda pior,  só que desta vez, dentro das quatro linhas, como jogador profissional do Santa Cruz, com o rebaixamento do time à série D do Campeonato Brasileiro. Este é um dos poucos jogadores que tiveram o privilégio de defender, dentro de campo, o time de coração.


Ficha do Jogo

Santa Cruz: Jeferson; Wellington, Luiz Eduardo, Mazinho e Ronaldo; Ramos (Célio), Marcílio (Rau), Mercelinho e Batata; Gílson e Flávio Guarujá (Claudiomir).
Técnico: Givanildo Oliveira

Volta Redonda: Sandro; Anderson Luiz, Evaldo, Fábio e Ari; Dé, Aldinho, Eduardo (Pintinho) e Jonílson (Lucão); Humberto e Roberto (Anderson).
Técnico: Wilson Leite

Local: Estádio do Arruda
Árbitro: Edvaldo Batista de Araújo/DF
Auxiliares: Enemilson Xavier Macedo/DF e César Augusto Oliveira/DF
Gols: Roberto aos 34 minutos do primeiro tempo (Volta Redonda), Gílson aos 35 minutos do primeiro tempo (Santa Cruz), Anderson Luiz aos 47 minutos do primeiro tempo (Volta), Célio aos 02 minutos do segundo tempo (Santa Cruz) e Rau aos 46 minutos (Santa Cruz).
Cartões Amarelos: Jonílson, MAzinho, Ari, Aldinho, Anderson Luiz
Cartões Vermelhos: Sandro, Evaldo e Claudiomir
Renda: não divulgada
Público: 55.028


Classificação conquistada no Tapetão

No jogo de estréia da segundona de 98, o Santa Cruz foi goleado pelo Volta Redonda por 4x0, mas o time do Rio de Janeiro escalou, de forma irregular, o jogador Anderson Ortega, fato que também ocorreu na 8ª rodada, quando o mesmo jogador enfrentou a equipe do Sampaio Corrêa, onde a partida terminou empatada em 2x2. Após tomar conhecimento do fato do jogador encontrar-se irregular, o Sampaio Corrêa reinvindicou à CBF a pontuação da partida. A CBF então anulou o resultado de 2x2 e reconheceu a equipe do Sampaio Corrêa como vencedora da partida.

A partir desta decisão, o Santa Cruz também reinvindicou seus pontos perdidos na estréia contra a mesma equipe, fato não reconhecido, de início, pela CBF, através do seu diretor técnico, à época, Gilberto Coelho, que negou por duas vezes a solicitação do Santa Cruz.

Com a negação inicial da CBF, o Santa Cruz recorreu ao presidente da Comissão Especial de Justiça Desportiva (Luiz Zveiter), que concedeu liminar favorável à solicitação tricolor. Com o conhecimento desta liminar, o departamento técnico da CBF, se antecipou ao jugamento da causa no TJD e baixou um ato administrativo dando ganho de causa do Santa Cruz, com o seguinte teor:
"O departamento técnico da CBF, de acordo com o artigo 301 do CBDF, aplica ao Volta Redonda a perda dos pontos por ter escalado o atleta Anderson Ortega Morais, sem condições de jogo na partida realizada no dia 02 de agosto de 1998, contra o Santa Cruz Futebol Clube. Face o acima exposto, este departamento declara vencedor da referida partida, o Santa Cruz Futebol Clube, independentemente das sanções que serão aplicadas pelo TJD ao Volta Redonda Futebol Clube".

Este fato foi conquistado após muita pressão, estavam no Rio de Janeiro, os advogados do Santa Cruz Idelfonso Pereira e José Mauro do Couto Filho, além do presidente do Santa Cruz, Edelson Barbosa e o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira.

Apesar de tanta luta fora de campo, dentro dele o Santa Cruz foi eliminado na fase seguinte (Playoffs) pela equipe do Paysandu. Foram três jogos: 0x0 em Belém, 0x0 em Recife e derrota por 2x1 também em Recife.

Equipes rebaixadas para a série C neste ano: Fluminense/RJ, Náutico/PE, Juventus/SP, Volta Redonda/RJ e Americano/RJ.
Jogo válido pela 4ª rodada da 1ª fase do Campeonato Brasileiro da série B. Esta foi a primeira vitória do Santa Cruz na competição.


Melhores momentos do jogo


O meia Marcelinho, foi descoberto pelo treinador de juniores do Santa Cruz, à época, Rubem Salim, enquanto disputava uma "pelada" com os amigos no bairro do Pina em Recife-PE. Aos 19 anos, o meia foi lançado como titular da equipe do Santa Cruz pelo técnico Givanildo Oliveira. Marcelinho também se destacou no brasileiro de 1999, quando o Santa Cruz conquistou o vice-campeonato.

O meia Ramos comemora junto à torcida, que invadiu o gramado para festejar a vitória tricolor

Juninho marcou o único gol da partida


FICHA DO JOGO:

Santa Cruz: 
Jefferson; Wellington, Mazinho, Luiz Eduardo e Ronaldo; Ramos, Júnior, Marcelinho e Juninho (Elinho); André Jacaré (Alberto) e Gilson (Batistinha).
Técnico: Givanildo Oliveira

Criciúma:
Alexandre; Eliseu, Wilsom, Jorge e Joel Cavalo (Rossaldo); Júlio César (Marcos Paulista), Pereira, Alcenir e Luiz Carlos Oliveira; Marcos Paulo (Luciano) e Silva.
Técnico: Agenor Piccinin

Local: Estádio do Arruda
Árbitro: Saul Brito Duarte (BA)
Assistentes: Adriano dos Santos (BA) e Luiz Carlos Tabeira (BA)
Gols: Juninho de pênalti aos 43 minutos do 1º tempo
Cartões Amarelos:  Alexandre, Marcelinho, Wilson, Marcos Paulo, Mazinho, Júnior, Alcinei e Luciano.
Renda: Não Divulgada
Público: 21.069